Para quem gosta de ver coisas bonitas e ouvir pessoas talentosas!
http://gnt.globo.com/nostrinques/Videos/_1525549.shtml
Aqui eu compartilho meus projetos e falo sobre jardins, paisagens, natureza e tudo que eu vejo pelas minhas andanças por aí e que de alguma forma me toca, me inspira, me faz pensar e sentir.
terça-feira, 7 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
2° Prêmio de Sustentabilidade - Fecomércio
A Fecomércio premia as empresas que tiveram as melhores ações sustentáveis a cada dois anos, com muita música, um jantar delicioso e muito verde: é aí que eu entro!
Primeiro eu fiz o Stand de Sustentabilidade da Fecomércio que está publicado aqui no blog: http://passearverde.blogspot.com/2010/11/o-verde-sempre-bem-vindo.html, e no começo desse ano me convidaram para participar da equipe dessa premiação.
Quem me convidou foi o Carlos, que tem um jardim desenhado por mim na varanda do apartamento: http://passearverde.blogspot.com/2010/10/subindo-pelas-paredes.html, e que já veio com uma solução cenográfica perfeita: andaimes. A partir dai desenvolvi o conceito de uma grande gôndola de supermercado ecológico. Tudo é reciclável, desde os andaimes de ferro, as caixas de madeira (muitas delas encontradas na rua), as garrafas de vidro que foram cedidas pela cantina Castelões e pela importadora de vinhos Vinea, as sacolas de feira coloridas que serão presentes para os amigos pelos próximos meses e todas as espécies foram plantadas depois do evento.
Os arranjos de mesa foram feitos com vidros de leite de côco, papinha de nenê, suco, azeite, pimenta que foram os vasinhos perfeitos para helicônias e bromélias, e mais uma vez o Carlos veio com uma idéia genial: o cardápio foi impresso em saquinhos de papel reciclável e eu complementei com vasinhos de erva doce e camomila, que todo mundo levou pra casa!
Pedi que a iluminação fosse de teatro e concentrei todo o jardim em uma parede só, deixando o resto uma imensa caixa preta. O resultado ficou super teatral. Afinei a luz para deixar pontos mais escuros e outros bem iluminados, com uma temperatura de pôr do sol. Pena que a minha câmera não conseguiu imprimir a luz, as cores e a dimensão que os olhos viam.
O pano estava aberto, o palco iluminado e todos os olhares estavam atentos numa peça onde todos eram personagens principais: o verde, os materiais recicláveis e todos os que participaram dessa noite de reverência à continuidade!
Parabéns à todos que concorreram, aos que ganharam e aos que levantam diariamente um brinde ao Planeta!
Primeiro eu fiz o Stand de Sustentabilidade da Fecomércio que está publicado aqui no blog: http://passearverde.blogspot.com/2010/11/o-verde-sempre-bem-vindo.html, e no começo desse ano me convidaram para participar da equipe dessa premiação.
Quem me convidou foi o Carlos, que tem um jardim desenhado por mim na varanda do apartamento: http://passearverde.blogspot.com/2010/10/subindo-pelas-paredes.html, e que já veio com uma solução cenográfica perfeita: andaimes. A partir dai desenvolvi o conceito de uma grande gôndola de supermercado ecológico. Tudo é reciclável, desde os andaimes de ferro, as caixas de madeira (muitas delas encontradas na rua), as garrafas de vidro que foram cedidas pela cantina Castelões e pela importadora de vinhos Vinea, as sacolas de feira coloridas que serão presentes para os amigos pelos próximos meses e todas as espécies foram plantadas depois do evento.
Os arranjos de mesa foram feitos com vidros de leite de côco, papinha de nenê, suco, azeite, pimenta que foram os vasinhos perfeitos para helicônias e bromélias, e mais uma vez o Carlos veio com uma idéia genial: o cardápio foi impresso em saquinhos de papel reciclável e eu complementei com vasinhos de erva doce e camomila, que todo mundo levou pra casa!
Pedi que a iluminação fosse de teatro e concentrei todo o jardim em uma parede só, deixando o resto uma imensa caixa preta. O resultado ficou super teatral. Afinei a luz para deixar pontos mais escuros e outros bem iluminados, com uma temperatura de pôr do sol. Pena que a minha câmera não conseguiu imprimir a luz, as cores e a dimensão que os olhos viam.
O pano estava aberto, o palco iluminado e todos os olhares estavam atentos numa peça onde todos eram personagens principais: o verde, os materiais recicláveis e todos os que participaram dessa noite de reverência à continuidade!
Parabéns à todos que concorreram, aos que ganharam e aos que levantam diariamente um brinde ao Planeta!
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Loja Nadia Conceito
Uma loja de multimarcas de muito bom gosto numa bela casa em Mogi das Cruzes. Meu trabalho foi dar um toque verde num ambiente interno da loja.
A atenção maior aqui é a escolha das espécies. A luz natural é pouquíssima e ar condicionado todo dia, um prato cheio para fungos e bactérias. A preparação do vaso é importantíssima também. Substrato de qualidade e uma atenção extra na drenagem. Terra encharcada em ambientes internos é fatal em pouco tempo. As folhas ficam amareladas e lá vem os intrusos perturbar a vida das nossas amigas verdes: fungos, ácaros, bactérias, colchonilhas...normalmente em ambientes internos a irrigação deve ser feita 1 ou o máximo 2 x por semana e a quantidade depende do tamanho do vaso.
As plantas que eu usei aqui são: Dracena fragrans, Zâmia, Dracena sanderiana e Dracena Poá. A loja tem cores bem neutras e linhas retas. O verde intenso realçou as cores do ambiente e a textura das folhas deu uma suavizada boa.
Uma paixão nova tem sido arranjos florais. É todo um universo criado num vaso e levanta instântaneamente o lugar onde ele está. Os quatro elementos estão presentes: água, terra, ar e fogo, esse último representado pela luz. Desenvolvi dois arranjos para essa loja, e fazem parte do projeto do jardim interno.
Desejo muita sorte e bons negócios para Nadia e sua nova loja!
A atenção maior aqui é a escolha das espécies. A luz natural é pouquíssima e ar condicionado todo dia, um prato cheio para fungos e bactérias. A preparação do vaso é importantíssima também. Substrato de qualidade e uma atenção extra na drenagem. Terra encharcada em ambientes internos é fatal em pouco tempo. As folhas ficam amareladas e lá vem os intrusos perturbar a vida das nossas amigas verdes: fungos, ácaros, bactérias, colchonilhas...normalmente em ambientes internos a irrigação deve ser feita 1 ou o máximo 2 x por semana e a quantidade depende do tamanho do vaso.
As plantas que eu usei aqui são: Dracena fragrans, Zâmia, Dracena sanderiana e Dracena Poá. A loja tem cores bem neutras e linhas retas. O verde intenso realçou as cores do ambiente e a textura das folhas deu uma suavizada boa.
Uma paixão nova tem sido arranjos florais. É todo um universo criado num vaso e levanta instântaneamente o lugar onde ele está. Os quatro elementos estão presentes: água, terra, ar e fogo, esse último representado pela luz. Desenvolvi dois arranjos para essa loja, e fazem parte do projeto do jardim interno.
Desejo muita sorte e bons negócios para Nadia e sua nova loja!
quinta-feira, 5 de maio de 2011
O Essencial
Precisamos de água limpa e ar puro...e noites estreladas!

http://www.youtube.com/watch?v =ZwVRKbGeCAI&feature=share

http://www.youtube.com/watch?v
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Lapidações Vivas
Saí de casa bem cedinho na sexta passada rumo ao Ceasa para comprar 3 vasos de vidro e algumas flores. Queria me aventurar em arranjos florais. Voltei pra casa com 11 vasos e a caçamba cheia de flores. Quando juntei todas ainda no carretinho dentro do Ceasa tomei um susto: "só vou conseguir fazer arranjos para os Flingstones!" Tudo parecia tão primitivo.
Realmente o tempo é algo a ser repensado quando a gente pega um vaso, flores e resolve tentar fazer um arranjo. Pressa não é bem vinda, precisão é fundamental e no meu caso a solidão foi uma ótima parceira!
Tenho ainda pouca coisa para falar de arranjos em vasos, é muito novo para mim, mas já percebi que é algo que tira a gente do pensamento rotineiro e faz a gente entrar num lugar muito mais quieto dentro da gente. Em alguns momentos a gente perde completamente o controle e acaba não sabendo onde vai parar o arranjo e ele vai aparecendo a cada flor, folha, a cada movimento.
Uma coisa bem prática eu percebi nos primeiros minutos: tesoura afiada, uma maior, outra de ponta bem fininha, alicate para os caules mais duros, uma pinça grande para trabalhar coisas no fundo do vaso, vários baldes d'água para as plantas, araminhos, elásticos verdes, grampeador de papel...enfim, é necessário uma oficina bem equipada!
Outra coisa importante para não danificar muito as plantas e o próprio arranjo: depois de colocar alguma flor, principalmente as que tem muitos galhos ou folhas para prender nas outras, fica díficil de tirar sem desarrumar tudo. Por isso a calma, a precisão e a confiança.
Gostei demais desse mergulho de 3 dias em algo tão delicado e cheio de detalhes. Certamente vou levar isso para meu dia a dia e também para meus jardins maiores. Não importa o tamanho do jardim, nada mais é do que camadas e camadas lapidadas em escalas e proporções.
Afinar o olhar, ouvir o coração e respeitar o tempo.
Realmente o tempo é algo a ser repensado quando a gente pega um vaso, flores e resolve tentar fazer um arranjo. Pressa não é bem vinda, precisão é fundamental e no meu caso a solidão foi uma ótima parceira!
Tenho ainda pouca coisa para falar de arranjos em vasos, é muito novo para mim, mas já percebi que é algo que tira a gente do pensamento rotineiro e faz a gente entrar num lugar muito mais quieto dentro da gente. Em alguns momentos a gente perde completamente o controle e acaba não sabendo onde vai parar o arranjo e ele vai aparecendo a cada flor, folha, a cada movimento.
Uma coisa bem prática eu percebi nos primeiros minutos: tesoura afiada, uma maior, outra de ponta bem fininha, alicate para os caules mais duros, uma pinça grande para trabalhar coisas no fundo do vaso, vários baldes d'água para as plantas, araminhos, elásticos verdes, grampeador de papel...enfim, é necessário uma oficina bem equipada!
Outra coisa importante para não danificar muito as plantas e o próprio arranjo: depois de colocar alguma flor, principalmente as que tem muitos galhos ou folhas para prender nas outras, fica díficil de tirar sem desarrumar tudo. Por isso a calma, a precisão e a confiança.
Gostei demais desse mergulho de 3 dias em algo tão delicado e cheio de detalhes. Certamente vou levar isso para meu dia a dia e também para meus jardins maiores. Não importa o tamanho do jardim, nada mais é do que camadas e camadas lapidadas em escalas e proporções.
Afinar o olhar, ouvir o coração e respeitar o tempo.
segunda-feira, 21 de março de 2011
My Shoes - Oscar Freire
Após meses de gestação, testes de materiais, reuniões com os arquitetos, engenheiros, iluminadores e muitas idas aos viveiros escolher uma por uma das plantas, está pronto e flutuante esse jardim da loja My Shoes. Muito trabalho, algumas noites acordadas no meio dos sonhos e muito, muito prazer quando a luz foi acesa!
O projeto todo surgiu desses cubos, que é uma forma muito forte na identidade visual criada pelos arquitetos Carlos Mira e Angela Benetton para a loja.
A loja na esquina da Oscar Freire com Consolação é um grande cubo revestido por pastilhas quadradas de aço inox.
O arquiteto me pediu um jardim vertical na parede toda do fundo da loja e eu sugeri a criação de um jardim estruturado, bem arquitetônico e os cubos não me saiam mais da cabeça.
O grande desafio desse jardim foi deixar tudo o mais leve possível, sem perder a força visual. Eu queria uma linguagem brutalista e a solução foi transformar a primeira idéia de cubos de concreto (pesadíssimos!) por cubos de fibra de vidro. Para deixar a fibra de vidro muito resistente, toda a parte de trás dos cubos que foram parafusadas na grade de ferro tem um "sanduiche" de placa de aço que eu pedi pra cortar e dobrar na medida exata. Desenhei uma grade de ferro de 5/8, especificação maior do que a necessária para sustentar o peso e pedi para enferrujar antes de soldar a grade e pedi para chapiscarem a parede de trás para a luz ficar irregular. O substrato foi desenvolvido para ficar com uma densidade baixa e com isso pesar o menos possível. E para manter a aparência de concreto, muitos testes na cor da tinta automotiva da pintura dos cubos.
Outro desafio era irrigar isso tudo sem molhar nada mais que as plantas e sem aparecer os tubos que levariam a água pelos 36 cubos.
As plantas foram cuidadosamente escolhidas: na parte de cima perto do vidro da clarabóia onde o sol é muito forte, pândanus racemosus e aspargos rabo de gato estão dando conta do sol e ficam interessantes com as outras plantas, que tem uma configuração bem "aquática": costela de adão, samambaias, mini guaimbês, pacovás, ripsalis macarrão e jibóias que foram estratégicamente espalhadas por toda a parede e que com o tempo vão enrolar na grade e deixando tudo mais verde.
Mais um jardim e mais uma vez eu chego a conclusão da importância de boas parcerias em tudo na vida!
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Subindo Pelas Paredes na VIVER BEM
Lembra do post "Subindo Pelas Paredes"? Foi publicado na revista "Viver Bem" nessa edição de janeiro.
Compartilho com vocês, sempre um prazer receber um convite de alguma revista!
Adorei o comentário: sacada anti-design se referindo a minha mesinha de caixa de tomates. Só quero deixar bem claro que adoro desing! Sou é completamente a favor da liberdade de arregaçar as mangas e por a mão na massa, nesse caso reaproveitando essa caixa bunitinha de tomates que a gente vê jogada pelos lixos da cidade, gastando quase nada para fazer uma mesinha super útil.
Feliz 2011 a todos!
Compartilho com vocês, sempre um prazer receber um convite de alguma revista!
Adorei o comentário: sacada anti-design se referindo a minha mesinha de caixa de tomates. Só quero deixar bem claro que adoro desing! Sou é completamente a favor da liberdade de arregaçar as mangas e por a mão na massa, nesse caso reaproveitando essa caixa bunitinha de tomates que a gente vê jogada pelos lixos da cidade, gastando quase nada para fazer uma mesinha super útil.
Feliz 2011 a todos!
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